O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) realizou nesta quinta-feira (7) uma visita técnica ao estaleiro Enseada, em Maragogipe, para acompanhar a retomada da produção de embarcações na planta industrial, uma das mais modernas da América Latina.
Autor do requerimento que viabilizou a visita, Solla percorreu as instalações acompanhado do presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), sob condução do representante da Novonor, dona do estaleiro, Marcelo Gentil.
“Pela segunda vez, a Bahia passa a receber investimentos no setor e as notícias são muito positivas. Já contabilizamos 600 empregos e as barcaças estão sendo entregues”, ressalta Solla, representante baiano na Frente Parlamentar Mista em Defesa da Indústria Naval.
Ele lembra que, em outubro de 2025, o presidente Lula anunciou investimentos da Petrobrás na ordem de 2,6 bilhões de reais, para viabilizar as primeiras encomendas do estaleiro para fabricação de embarcações específicas para controle de vazamentos em alto mar.
“Essa é a terceira visita com parlamentares federais. Em 2023, chamamos a atenção sobre a necessidade de retomar a produção e gerar empregos. O presidente Lula ouviu e, em 2025, anunciou os investimentos. E, agora, voltamos para acompanhar a produção”, detalha Solla.
Logo após a suspensão das atividades, ainda em 2014, Solla esteve à frente de audiências públicas que provocaram o debate sobre a importância do equipamento para a região, o que culminou com a reabertura do estaleiro no terceiro mandato do presidente Lula.
Atualmente, o estaleiro trabalha na construção de 80 barcaças para o transporte de minérios. “É uma satisfação enorme ver este resgate da indústria naval na Bahia, já com geração de emprego e renda”, afirma o deputado federal Alexandre Lindenmeyer.
No auge das atividades, o estaleiro chegou a gerar quase 7,5 mil empregos diretos, sendo 3,6 mil somente em Maragogipe, o que equivale a 75% das ocupações formais do município. Com a Lava Jato a estrutura foi impactada e passou a operar com apenas 50 funcionários.
